O cantor, compositor e instrumentista Toninho Horta nasceu em berço musical em 1948, em Belo Horizonte. Seu avô materno, João Horta, era maestro, e seu irmão mais velho, Paulo Horta, baixista. Aprendeu seus primeiros acordes ainda aos 10 anos de idade e, aos 13, compôs “Flor que cheira saudade”, gravada por Aécio Flávio. O contato, desde pequeno, com a música fez com que Toninho iniciasse sua carreira profissional aos 16 anos, quando começou a tocar na noite belo-horizontina.

Nessa mesma época conheceu Milton Nascimento, Beto Guedes e Lô Borges, músicos que posteriormente fariam parte do Clube da Esquina. No final dos anos 60, já morando no Rio de Janeiro, trabalhou ao lado de diversos artistas consagrados, como Gal Costa, Nana Caymmi e Elis Regina.

Em 1976, Toninho Horta começou sua carreira no exterior. Acompanhando Milton Nascimento, participou das gravações de “Milton e Promisses of the Sun”, com Airto Moreira, e do disco de Flora Purim. O virtuosismo de sua guitarra rendeu-lhe o prêmio de 5º melhor guitarrista do mundo pela revista londrina Melody Maker, em 1977, e o 7º melhor, em 1978, na categoria de Jazz.

O músico foi solidificando sua carreira no exterior de forma natural: depois de acompanhar Milton, Gal Costa e Elis Regina e de ter sido um nome importante no Clube da Esquina, Toninho Horta passou a se apresentar cada vez mais nos EUA e em países como Coréia, Japão, Tailândia, Eslováquia, Eslôvenia, Finlândia, Croácia, Itália, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Açores, Martinica, Suíça e Áustria.

Nos anos 90, radicado em Nova Iorque, consolidou sua arte no exterior. Viajou para o Japão, a Coréia e vários países da Europa, onde tocou com grandes nomes internacionais, como Pat Metheny, Manhattan Transfer, Sérgio Mendes, George Duke, entre outros. Gravou a convite do grupo japonês Unicon, o CD “A Big Hand for Hanshin (Polidor)”, em benefício das vítimas de Kobe, no Japão, ao lado de Herbie Hancock, Keith Jarrett, Pat Metheny e Ryuich Sakamoto.

Em 1993 integrou o CD “Guitar Tribute to Beatles – Come Together”, com a faixa “She’s Leaving Home”, ao lado dos guitarristas Ralph Tower, Jonh Abercrombe, Steve Khan, Larry Caryell, Toots Thilemans, Mark Whitfeld, Allan Holdsworth. Em 1994 participou de workshops realizados na Berklee School of Music (Boston – EUA), Guitar Institute of Tecnology (Los Angeles) e Conservatory of Music (Austria), entre outros.

Em 2005, Horta teve seu nome incluído numa compilação da Sony/BMG americana, que selecionou os 74 guitarristas mais importantes dos últimos 100 anos, do Blues ao Jazz, no mundo. Neste mesmo ano, recebeu mais um reconhecimento com a indicação à 6ª edição do prêmio Grammy Latino, em que concorreu com o álbum “Toninho Horta com o Pé no Forró” na categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira.

Para o guitarrista americano Pat Metheny, “é um dos músicos mais inspirados do mundo no que diz respeito à melodia e à harmonia”. Além do reconhecimento pela crítica mundial, Toninho leva na bagagem 23 CDs solos lançados e mais de 300 discos de que participou no Brasil e no mundo.

Paralelamente a essa grande produção, Toninho criou, em 2000, seu próprio selo, o Minas Records. Atualmente, prepara o Livrão da Música Brasileira, uma compilação cronológica de 700 partituras, cifras, letras, além de informações sobre as principais composições que marcaram a história musical nos últimos 100 anos, que deverá ser lançado em breve.