Gilvan de Oliveira nasceu no dia 18 de agosto de 1956, em Itau de Minas, MG. Influenciado pelo avô Sô Guilé (Guilhermino de Brito), tocador de sanfonunha de 8 baixos, das festas de Congao, Folias de Reis e Catiras, desde a infância demonstrou interesse pela música. Iniciou-se tocando bateria. Depois, aos 12 anos de idade, começou a se dedicar ao estudo do violão. Ingressou na Faculdade de Engenharia Elétrica, transferindo-se, mais tarde para o curso de Música da Universidade Federal de Minas Gerais. Foi aluno de José Lucena Vaz, considerado um dos grandes violonistas do estado de Minas Gerais.

A partir de 1983, começou a atuar em shows e gravações ao lado de diversos intérpretes da música brasileira, aperfeiçoando-se como violonista, arranjador, cantor, compositor e diretor musical, e participando de turnês pelo Brasil e no exterior.

Gravou e se apresentou em todo o Brasil, como solista ou acompanhando artistas como: Milton Nascimento, Fernando Brant, Saulo Laranjeira, Pena Branca e Xavantinho, Titane, Paulinho Pedra Azul, Tavinho Moura, Flávio Venturini, Dominguinhos, Jane Duboc, Verônica Sabino, Belchior, Oswaldinho do Acordeon, entre outros. Fez participação especial em concerto de Al di Meola. Parceiro de Fernando Brant em trilhas para espetáculos premiados. Mantém carreira no exterior, tendo tocado nos EUA, França, Portugal (onde dividiu um concerto com Cesária Évora), Cuba, Uruguai, Bélgica, Espanha, Alemanha, Lituânia e Itália.

Recebeu o Trófeu Pró-Música de Melhor Instrumentista de 1995, em Belo Horizonte e o Prêmio Sharp de Música pelo CD Estação XV feito em parceria com o Grupo Teatral Ponto de Partida de Barbacena (onde atua como diretor musical e compositor) em 1996. Gilvan estudou com Joe Diorio, professor da GIT – Guitar Institute of Technology de Los Angeles / USA. Foi professor e diretor na Música de Minas Escola Livre, criada por Milton Nascimento e Wagner Tiso.

Em 1989, gravou seu primeiro disco solo, “Cordas e coração”, seguido de “Vinícius nas cordas de Gilvan” (1990), “Retratos” (1993), indicado para o Prêmio Sharp, e “Sol” (1995). Participou, ainda, ao lado de outros violonistas, do disco “Violões do horizonte” (2000).

Em 2003 lançou pela Kuarup o CD “Violão Caipira”, em que confirma sua origens do interior de Minas Gerais, fazendo-se acompanhar apenas do violão e dispensando acompanhamento de qualquer outro instrumento. O disco inclui composições suas como ” Ave Maria Caipira”, passando por clássicos como “No rancho Fundo” de Ary Barroso e Lamartine Babo; “India” de Guereiro e Flores; “Tristeza do Jeca” de Angelino de Oliveira e visitando compositores como Milton Nascimento e Tavinho Moura (“Noites do Sertão”). Todas as faixas recebem especial tratamento ao estilo da viola caipira.